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Dólar toca R$ 5, mas fecha o dia em queda com China e EUA no radar; Ibovespa sobe aos 128 mil pontos


A moeda norte-americana caiu 0,66%, cotada a R$ 4,9551. Na máxima do dia, chegou aos R$ 5,0020. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 1,31%, aos 128.263 pontos. Dólar opera em alta
Pixabay
O dólar fechou em baixa nesta terça-feira (23), tendo invertido o sinal visto no início da sessão, quando chegou a alcançar o patamar de R$ 5.
Investidores repercutiram a notícia de que o governo chinês prometeu tomar medidas mais “enérgicas e eficazes” para apoiar a confiança no mercado de capitais local. Eventuais sinalizações sobre o quadro de juros nos Estados Unidos também ficaram no radar.
No Brasil, o foco continuou com o cenário político e fiscal. Falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ainda ficaram sob os holofotes. (entenda mais abaixo)
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em alta.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Ao final da sessão, o dólar recuou 0,66%, cotado a R$ 4,9551. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,0020. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,57% na semana;
e ganhos de 2,11% no mês e no ano.
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 1,24%, cotado a R$ 4,9878.

Ibovespa
Já o Ibovespa encerrou em alta de 1,31%, aos 128.263 pontos.
As ações da Vale, de maior peso no Ibovespa, fecharam com um avanço de 2,27%, impulsionadas pelo cenário na Chia e na alta dos preços do minério de ferro. O movimento ajudou a impulsionar o índice brasileiro.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,49% na semana;
quedas de 4,41% no mês e no ano.
Na véspera, o índice teve baixa de 0,81%, aos 126.602 pontos.

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Depois de um pregão bastante negativo para os ativos brasileiros na véspera, o mercado doméstico viveu um dia mais ameno — em parte por um movimento natural de correção e realização de lucros da forte alta do dólar ontem, mas também refletindo notícias mais positivas.
Para Luan Aral, especialista em câmbio da Genial Investimentos, o destaque do dia ficou com a China. O governo do país asiático, segundo agências internacionais, estuda fornecer um a apoio de quase US$ 280 bilhões para o mercado de ações nacional, o que impulsionou positivamente os negócios por lá.
O mercado brasileiro, assim como outros emergentes, também se beneficia desse movimento porque a China é o principal parceiro comercial do país, comenta Aral. Assim, qualquer melhora na economia chinesa pode refletir positivamente por aqui.
Além disso, no Japão, o banco central manteve suas taxas de juros inalteradas em -0,1% ao ano. Com taxas negativas, o incentivo é que os investidores continuem colocando dinheiro em ativos de risco, o que beneficia o mercado de ações e moedas de outros países.
Ainda no exterior, o cenário de juros nos Estados Unidos continuou na mira dos investidores. Segundo a ferramenta FedWatch do CME Group, a maior parte do mercado (84%) espera que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) inicie o ciclo de corte de juros no país em maio. A expectativa é de uma redução de pelo menos 0,25 ponto percentual.
Por fim, Aral pontua que a entrevista do ministro da Fazenda Fernando Haddad, concedida ontem ao programa Roda Viva, da TV Cultura, também contribuiu para um clima de maior tranquilidade neste pregão.
O especialista em câmbio destaca que o ministro se mostrou muito propenso a negociar com o Congresso Nacional, além de buscar manter a meta de déficit zero em 2024.
Haddad disse, ainda, que o governo fará uma nova revisão na faixa de isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) em 2024, informação confirmada pelo presidente Lula nesta manhã,
Tudo isso vem após um dia marcado pela cautela com cenário político e a questão fiscal brasileira. No último pregão, o dólar disparou e a Bolsa caiu, refletindo a insatisfação do mercado com o anúncio de um novo programa de industrialização do país pelo Governo Federal.
O plano “Nova Indústria Brasil” tem por objetivo impulsionar a produtividade competitividade do país no exterior na próxima década e pode disponibilizar até R$ 300 bilhões em financiamentos até 2026, o que não foi visto com bons olhos pelo mercado, em um momento em que as contas públicas e os desafios da arrecadação federal geram preocupação.
Analistas da XP Investimentos destacam que “a estratégia define o governo como principal indutor do desenvolvimento do setor por meio de, por exemplo, compras governamentais para estimular a produção industrial”.
“O mecanismo, no entanto, representa um impasse nas negociações para a adoção do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que buscam condições equitativas para empresas brasileiras e estrangeiras nas licitações, realização de obras e contratação de serviços – ideia contrária ao programa, que visa priorizar empresas locais para estimular a produção interna”, diz a instituição.
Luan Aral, da Genial, pontua que, embora o mercado ainda tenha preocupações em relação ao programa de industrialização, é esperado que o governo traga algum esclarecimento em relação ao custeio dessa despesa bilionária.

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