Economia

Dólar sobe e fecha a R$ 4,98, com tom mais pessimista para os juros nos EUA; Ibovespa avança


A moeda norte-americana subiu 0,27%, cotada a R$ 4,9817. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou com um avanço de 0,32%, aos 127.594 pontos. Cédulas de dólar
bearfotos/Freepik
O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (5) em alta, chegando a ultrapassar os R$ 5 pela manhã.
O movimento foi impulsionado por falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, que disse ainda espera sinais mais fortes de que a inflação está controlada nos Estados Unidos para iniciar um ciclo de cortes nas taxas de juros do país.
Na semana passada, o Fed decidiu mais uma vez manter os juros inalterados nos Estados Unidos, no patamar entre 5,25% e 5,50% ao ano, ainda no maior patamar desde 2001.
Também de olho no exterior, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores, encerrou em alta.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Ao final da sessão, o dólar subiu 0,27%, cotado a R$ 4,9817. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,0174. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,27% na semana;
ganho de 0,90% no mês;
avanço de 2,66% no ano.
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 1,08%, cotada a R$ 4,9683.

Ibovespa
Já o Ibovespa encerrou com um avanço de 0,32%, aos 127.594 pontos.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,32% na semana;
recuo de 0,13% no mês;
e queda de 4,91% no ano.
Na sexta, o índice fechou em alta de 1,01%, aos 127.182 pontos.

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O que está mexendo com os mercados?
O cenário de juros na maior economia do mundo continua a ser tema entre os agentes financeiros.
Em entrevista concedida no último domingo (4), ao “60 Minutes”, do canal CBS, Jerome Powell, presidente do Fed, afirmou que deseja esperar mais tempo para começar a reduzir os juros norte-americanos, para ter mais confiança de que a inflação está caindo de maneira sustentável.
Além disso, afirmou que a instituição deve ser “prudente” ao decidir quando reduzir sua taxa básica de juros, uma vez que a economia forte permite tempo às autoridades do banco central dos Estados Unidos para criarem confiança de que a inflação continuará caindo.
Com isso, houve uma redução nas expectativas de que o ciclo de cortes nos juros comece em maio. Segundo a ferramenta FedWatch da CME, que mede a percepção do mercado sobre as taxas, do BC dos Estados Unidos, agora 64% dos operadores de mercado esperam um corte nos juros em maio. Esse número cresce para 100% apenas em junho.
Quanto mais tarde o Fed começar a reduzir os juros, mais o dólar tende a se beneficiar. Isso porque, com as taxas elevadas, os títulos de renda fixa norte-americanos acabam trazendo uma rentabilidade maior e são privilegiados por investidores, o que aumenta a busca pela moeda.
Ao mesmo tempo, sinais de resiliência da economia — como o robusto relatório de empregos de sexta — são argumentos a favor da visão de que o banco central dos EUA não encerrou sua luta contra a inflação e precisa esperar antes de afrouxar a política monetária.
Já no Brasil, o foco de investidores deve se voltar para a agenda do Congresso Nacional ao longo dos próximos dias, já que os parlamentares retomam suas atividades nesta segunda-feira (5).
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), disse em entrevista à GloboNews, que o governo está disposto a discutir a reoneração da folha de pagamentos de 17 setores por projeto de lei, em meio a uma disputa entre a equipe econômica e o Legislativo sobre o tema.
A semana trará ainda a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e os dados de janeiro do IPCA.
No noticiário corporativo, destaque para as redes de varejo de moda Arezzo&Co e Grupo Soma, que anunciaram acordo de “associação” para formar uma empresa com faturamento de R$ 12 bilhões. Segundo fato relevante ao mercado, 54% da empresa será controlada pelos acionistas da primeira.
As companhias, que reunirão mais de 2 mil lojas próprias e franquias e 34 marcas, vão escolher mais adiante o nome da nova companhia, que terá os acionistas do Grupo Soma detendo os 46% restantes.
A relação de troca estabelecida no acordo prevê que os acionistas do Grupo Soma receberão 0,12 nova ação da Arezzo&Co para cada papel de Soma que detiverem.
A nova companhia terá como presidente-executivo Alexandre Birman, atual presidente da Arezzo&Co. A unidade de vestuário feminino será dirigida por Roberto Luiz Jatahy Gonçalves, atual presidente do Grupo Soma.
Ainda no noticiário corporativo, a Natura &Co anunciou que seu conselho de administração autorizou a diretoria da companhia a avaliar uma possível separação da Natura &Co Latam e Avon em duas companhias de beleza independentes e de capital aberto.
De acordo com fato relevante publicado pela empresa nesta segunda-feira, a possível separação “está em linha com a estratégia da Natura &Co de simplificar sua estrutura corporativa e proporcionar mais autonomia para suas unidades de negócios, após as recentes vendas de Aesop e The Body Shop”.
“Essa separação tem como objetivo promover o potencial de ambas as empresas, que possuem abrangências geográficas distintas, atendem diferentes consultores de beleza e consumidores e, juntas, oferecem valor limitado de sinergia sob a estrutura atual”, diz o documento.
Ainda segundo a companhia, a estrutura da possível mudança está sendo avaliada. A previsão é que o processo resulte em duas companhias separadas e independentes (Natura e Avon), “com planos de negócios próprios, governança independente e equipes de gestão mais bem preparadas para perseguir estratégias mais direcionadas”.
* Com informações da agência Reuters

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