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Galpão com produtos da Receita Federal e que pegou fogo no litoral de SP terá que ser demolido, diz Defesa Civil


Defesa Civil já concluiu os trabalhos no local. Polícia Federal também fará uma perícia no local. Bombeiros levaram mais de 60 horas para extinguir totalmente as chamas em Santos (SP)
Alexsander Ferraz/Jornal A Tribuna
A Defesa Civil concluiu a vistoria nos galpões atingidos pelo incêndio de grandes proporções que durou mais de 60 horas no Centro de Santos, no litoral de São Paulo. A prefeitura informou ao g1, nesta sexta-feira (23), que a estrutura do galpão da Rua Dr. Cochrane está comprometida e terá que ser demolida. A Polícia Federal (PF) também deve realizar uma perícia no local.
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Depois que o Corpo de Bombeiros encerrou os trabalhos no local, a PF instaurou um inquérito e deu início às investigações para apurar o que causou o incêndio.
A corporação fez os levantamentos preliminares e preservou o local para o início da análise dos peritos. Já a Defesa Civil realiza as orientações de segurança aos proprietários. Segundo o órgão, o resto da estrutura ficou destruído e deverá ser demolido.
De acordo com a Defesa Civil, essa parte do galpão fica na altura do número 65 da Rua Dr. Cochrane. A empresa responsável pelo edifício, assim que a perícia liberar, entrará com profissional especializado para realizar o serviço.
Segundo a prefeitura, com a finalização dos trabalhos dos Corpo de Bombeiros no armazém, foi reativado, no final da tarde de quinta-feira (22), o desvio implantado para execução das obras da segunda fase do VLT que ocorrem na Rua João Pessoa, entre a Rua Dr. Cochrane e a Avenida Conselheiro Nébias.
Mais de 60 horas de incêndio
O fogo atingiu galpões da Dínamo Inter-Agrícola, localizados entre as ruas João Pessoa e General Câmara. Segundo a empresa, o incêndio começou por volta das 23h40 de domingo (18). Ninguém ficou ferido, mas as chamas destruíram produtos da Receita Federal, além de muito papel e arquivos.
Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que as viaturas regressaram às bases por volta das 18h30 de quarta-feira (21) após finalizarem o combate ao fogo e trabalho de rescaldo do incêndio.
Também em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) afirmou que a Brigada de Incêndio da Guarda Portuária desmobilizou os recursos para combate ao incêndio, que atuou em apoio ao Corpo de Bombeiros. “A APS disponibilizou um caminhão autobomba com capacidade de 6 mil litros e oito brigadistas em revezamento”.
Investigação
Um inquérito policial foi instaurado pela Polícia Federal (PF), que já deu início às investigações para apurar as circunstâncias que causaram o incêndio. O trabalho de perícia será realizado por peritos criminais federais do Instituto Nacional de Criminalística.
Incêndio destruiu produtos armazenados em galpão
Marcela Pierotti/TV Tribuna
Defesa Civil
Segundo apurado pela TV Tribuna, um foco de fogo começou no local na manhã de quinta-feira (22). No entanto, o coordenador de risco da Defesa Civil, Paulo Domingues, tranquilizou a população quanto ao caso.
De acordo com ele, o Corpo de Bombeiros havia alertado sobre a possibilidade de “um pequeno foco isolado” surgir na ocasião, mas sem oferecer qualquer risco. Ainda de acordo com Paulo, a equipe dos bombeiros foi acionada para verificar a situação.
Incêndio de grandes proporções atinge armazém em Santos, no litoral de SP
Entenda o caso
A Dínamo Inter Agrícola informou que o incêndio atingiu um dos armazéns de carga geral da empresa, que era usado para armazenar produtos apreendidos pela Receita Federal. Os bombeiros foram até o local depois que os sistemas de alarme dispararam.
Segundo o Corpo de Bombeiros, pelo menos dois galpões foram atingidos, mas esse número pode aumentar já que alguns espaços são interligados e outros foram afetados por caloria irradiada.
Galpões foram atingidos por incêndio no Centro de Santos (SP)
Matheus Croce/TV Tribuna e Marcela Pierotti/TV Tribuna
Por volta das 15h30 de segunda-feira, uma retroescavadeira quebrou a parede do galpão. Segundo apurado pela repórter Thais Rozo, da TV Tribuna, afiliada da Globo, a ação serviu para que o resfriamento fosse direto nos focos. Desta forma, os bombeiros conseguiam jogar água diretamente nos focos e não por cima.
“A Dínamo reitera que nenhum funcionário ficou ferido e que não houve vítimas. A empresa está colaborando integralmente com as autoridades para esclarecer os fatos e garantir a segurança de todos os seus colaboradores, clientes e comunidade”, disse, por meio de nota.
A empresa informou ainda que tem seguro da unidade armazenadora e que as medidas cabíveis junto aos órgãos competentes já estão sendo tomadas para investigar a causa do incêndio.
Sem auto de vistoria dos bombeiros
Os galpões atingidos pelo não possuíam o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). A informação foi confirmada pela própria corporação.
O AVCB é o documento que atesta que a edificação está de acordo com a legislação estadual de prevenção contra incêndio e pânico, além de garantir que medidas de segurança estão instaladas.
Caso a edificação não possua AVCB, e for submetida a uma fiscalização do Corpo de Bombeiros, o proprietário será advertido, e terá um prazo de 60 dias para se regularizar. Depois deste prazo, caso ocorra uma nova fiscalização, o local será multado. Em caso de incêndio ou pânico, essas medidas visam garantir a segurança dos ocupantes do local, evitando tragédias.
Em nota, sobre a falta do AVCB nos galpões atingidos, a Dínamo Inter-Agrícola afirmou ao g1 que está auxiliando os levantamentos realizados pelos órgãos envolvidos, seja em contato diário com as autoridades ou através de documentos que possuam os dados necessários para o esclarecimento do caso.
“Todas as cláusulas de guarda foram fielmente respeitadas e [a Dínamo Inter-Agrícola] segue colaborando com as autoridades”, disse a empresa, por nota.
Produtos
De acordo com o capitão Paulo Sérgio, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, dentro dos armazéns, havia produtos da Receita Federal, além de muito papel e arquivos. Confira aqui os itens que estavam dentro dos galpões.
Fogo tomou conta de depósito com produtos da Receita Federal em Santos (SP)
Matheus Croce/TV Tribuna
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