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Quem é Julian Assange e qual a relação dele com WikiLeaks?

Preso pela Polícia Metropolitana de Londres em 2019, Julian Assange criou o WikiLeaks em 2006. Essa organização foi concebida com o intuito de divulgar inúmeros documentos confidenciais que envolvem governos, empresas e indivíduos de todo o mundo,

Segundo Assange, os processos aos quais ele responde têm a ver, principalmente, com o papel do WikiLeaks na divulgação de arquivos secretos de países e corporações. 

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Apesar do nome, o WikiLeaks não tem relação com a Wikipédia. O WikiLeaks é uma organização internacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia. Este nome se deve ao fato do site ter sido construído com base no software de código aberto MediaWiki, desenvolvido pela Wikimedia.

Ainda assim, de maneira parecida com a Wikipédia, qualquer pessoa pode submeter ao WikiLeaks documentos confidenciais sobre guerra, espionagem e corrupção, com a garantia de que a sua identidade será preservada quando eles forem divulgados. 

hacker com mascara do grupo anonymous apontando para você
Imagem: gualtiero boffi/Shutterstock

Então, o portal criado em 2006 analisa os documentos recebidos, confirma a veracidade e publica aqueles que puderem ser comprovados como sendo 100% reais. Sendo assim, ao longo dos anos, o WikiLeaks passou a servir de fonte para jornalistas, ativistas, políticos e dissidentes, revelando segredos de países e empresas. Além disso, o coletivo de hackers Anonymous também passou a contribuir e usufruir do WikiLeaks

Em 2010 o alcance do WikiLeaks ganhou novas proporções, entrando na mira das autoridades por vazar um vídeo do exército estadunidense, gravado por um helicóptero de guerra dos EUA, que mostrava seus soldados atirando e matando jornalistas da agência Reuters. 

A partir de então, o número de indivíduos, dissidentes e jornalistas que procuravam o site para vazar documentos secretos aumentou. Em julho de 2010, 92 mil documentos relacionados à guerra dos EUA no Afeganistão foram vazados, descrevendo operações secretas e assassinatos de civis.

Julian Assange, cidadão australiano que fundou o WikiLeaks, foi indiciado por mais de uma dúzia de acusações de espionagem relacionadas ao vazamento de documentos de inteligência publicados no site em 2010. Desde então, ele tem evitado ser processado nos EUA, onde seus advogados afirmam que ele seria submetido a um julgamento com motivação política, podendo pegar até 175 anos de prisão.

Julian Assange
Imagem: Espen Moe/Wikimedia Commons/CC

Assange é considerado tanto um defensor da transparência governamental e da liberdade de imprensa quanto um ator desonesto cujos vazamentos prejudicam a segurança nacional – tudo depende da perspectiva.

Em novembro de 2010, um tribunal sueco ordenou a detenção de Assange como resultado de uma investigação sobre alegações de crimes sexuais, que foram feitas por duas voluntárias do WikiLeaks. Em dezembro de 2010, Assange foi preso pela polícia britânica com base em um mandado de prisão europeu emitido pela Suécia.

Assange negou as acusações e disse que o caso sueco era um pretexto para extraditá-lo para os Estados Unidos, para que ele enfrentasse as acusações sobre as divulgações do WikiLeaks. Em junho de 2012, logo depois que a Suprema Corte do Reino Unido rejeitou sua última contestação, ele entrou na Embaixada do Equador em Londres em busca de asilo.

O Equador concedeu asilo a Assange em agosto de 2012, com a polícia britânica montando guarda 24 horas por dia para impedir sua fuga, dizendo que ele seria preso caso saísse. Assange viveu com o seu gato em alojamentos na embaixada. 

Julian Assange em agosto de 2014
Julian Assange. Foto: David G Silvers/Cancillería del Ecuador

Os promotores suecos desistiram da investigação em 2017 por falta de provas, mas a polícia britânica insistiu que ele seria preso se deixasse a embaixada. Em 2019, o governo dos EUA alegou que Assange é um criminoso que conspirou para roubar os documentos e colocar em risco a vida daqueles que trabalhavam com os militares. 

Os promotores disseram que Assange chegou ao ponto de ajudar a hackear a senha de um computador militar. Por sua vez, Assange insistiu que os arquivos expunham abusos cometidos pelas forças armadas dos EUA, e que o processo contra ele tinha motivação política.  

Em abril do mesmo ano, Assange foi retirado da embaixada e preso em Londres depois que o Equador revogou seu asilo político. Ele continua preso na capital inglesa e espera por uma decisão judicial. Atualmente Assange segue lutando para não ser extraditado aos EUA. 

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