Economia

Pitaya é conhecida como fruta-do-dragão e está em época de colheita


Atualmente, Brasil está entre os 10 maiores produtores de pitaya do mundo e o estado de São Paulo é responsável por 40% dessa produção. Pitaya é conhecida como fruta-do-dragão e está em época de colheita
Reprodução/TV TEM
Conhecida como a fruta do dragão por conta de sua aparência, a pitaya, que é originária da América Latina, nasce em meio aos espinhos afiados do cacto e se adapta bem ao clima tropical. Atualmente, o Brasil está entre os 10 maiores produtores do mundo e o estado de São Paulo é responsável por 40% da produção.
Em uma propriedade de São Miguel Arcanjo (SP), o cultivo de pitaya começou há cinco anos, mas as primeiras frutas só foram colhidas dois anos depois. Na safra anterior, os 200 pés produziram 3,5 mil quilos, e a expectativa da próxima safra é de que esse número aumente, já que a propriedade tem mais de 600 pés desta vez.
Todo o processo, desde o botão que se transforma em flor, para então formar o fruto, e a pitaya estar pronta para ser colhida, são mais de 50 dias e, por isso, a safra é entre o mês de janeiro e maio.
Versátil, a fruta pode ser cultivada em locais com temperaturas entre quatro e 38 graus, e mesmo assim, para aguentar as fortes ondas de calor do ano passado, o produtor opta por aplicar fungicida orgânico, garantindo proteção para não queimar o caule e garantir crescimento saudável do fruto.
Segundo André, que é engenheiro agrônomo, a pitaya é uma planta de manejo simples, rústica, mas que exige pulverização constante e adubação bem feita para ela produzir bons frutos.
Todos os pés da propriedade do Renan Honorato, produzem a variedade da polpa roxa, que são vendidas em São Paulo e Minas Gerais, e a procura pela fruta vem crescendo cada vez mais.
Veja a reportagem exibida no programa em 25/02/2024:
Pitaya é conhecida como fruta-do-dragão e está em época de colheita no sudoeste do estado
Em um outro sítio de São Miguel Arcanjo (SP), são produzidos os dois tipos da fruta, a de polpa roxa e a de polpa branca, e cada uma delas exige um cuidado diferente.
As de polpa roxa vêm de uma planta de um verde mais escuro, as pétalas da fruta são mais curtas e o manejo mais simples. Já a polpa branca vem de uma planta de cor verde mais claro, o galho é maior e as pétalas também. A fruta é um pouco mais graúda.
Nilton Thomazetto e a Lucilene cuidam de mais de 300 pés da fruta, que renderam aproximadamente 500 quilos na última safra. Em janeiro deste ano, eles começaram uma nova colheita até maio. A expectativa é colher aproximadamente 4 mil quilos da fruta.
Para que os pés não sofram com o calor, os produtores têm um sistema de irrigação por gotejamento, além disso, aplicam um composto a base de esterco de gado, de galinha e pó de carvão. Todo esse cuidado é para embalar as mais belas frutas e enviar para o Ceagesp de São Paulo.
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