Guarujá

Ex-diretor da Otrantur, acusado de ser operador financeiro de facção, é solto por decisão judicial


Prisão preventiva de Dário Pereira Alencar foi revogada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). Ele terá que usar tornozeleira eletrônica. Preso durante operação do Gaeco foi conduzido à delegacia seccional de Praia Grande, SP
Prefeitura de Praia Grande/Divulgação
O ex-diretor da Otrantur, empresa que era responsável pelo transporte coletivo em São Vicente, no litoral de São Paulo, teve a prisão preventiva revogada. Dário Pereira Alencar é apontado como operador financeiro de uma facção criminosa, mas foi solto por decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).
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Ele foi preso no dia 12 de setembro de 2023, no bairro Vila Caiçara, em Praia Grande (SP). Dário era um dos principais alvos da Operação Sharks, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela PM com o objetivo de desarticular lideranças de uma facção criminosa.
De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público, Dário atuava como “testa de ferro” – se passava por responsável pelas ações, enquanto o ‘cabeça’ se mantinha no anonimato. Ele atuava na aquisição de imóveis e abertura de contas bancárias desde 2014.
Em nota, o advogado de Dário, Renan de Lima Claro, informou que a comprovação da menor participação do acusado na suposta organização criminosa foi determinante para a revogação da prisão preventiva.
O juiz da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e de Valores da Capital, Leonardo Valente Barreiros, determinou que Dário use tornozeleira eletrônica.
O ex-diretor também está proibido de sair da cidade onde mora por mais de oito dias e não pode manter contato com as testemunhas do processo.
Lima Claro acrescentou que o cliente nunca teve patrimônio de terceiros. “Se limitava, segundo a própria decisão, a movimentar e investir, sem a exata ciência da eventual origem ilícita dos ativos. Por esses motivos, pela demora do processo, por ser réu primário e de bons antecedentes, não havia justificativa em manter sua prisão”, afirmou.
O g1 não conseguiu contato com a Otrantur até a última atualização desta reportagem.
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