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Os 8 maiores clichês de filmes de herói

Nas últimas décadas, o subgênero dos super-herois tem dominado o cenário cinematográfico blockbuster. Inúmeros heróis dos quadrinhos, até mesmo os mais obscuros, têm estrelado e protagonizado diversos longas-metragens. 

Com a predominância dos personagens e universos da Marvel e DC, uma quantidade significativa de filmes de heróis ao longo de já bons anos tem contribuído para um certo “monopólio” dessas narrativas nos cinemas.

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Consequentemente, alguns clichês recorrentes nesse tipo de produção tornaram-se bastante familiares para o público. A seguir, apresentamos uma lista de 8 clichês comuns nos filmes de heróis.

Exército de capangas genéricos

inimigos genéricos em “Os Vingadores” / Crédito: Disney

Reparem que os poderosos vilões sempre possuem um exército de “minions” genéricos para encher o saco ou apanhar do heroi principal e de sua equipe.

Nos filmes do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), por exemplo, esses capangas normalmente são seres alienígenas. Podem também ser demônios, robôs ou qualquer outra criatura não humana similar.

Tirar a máscara

Homem-de-Ferro sem capacete, ao lado do Máquina de Combate, com capacete / Crédito: Disney

A máscara é um item essencial na iconografia dos super-heróis, tanto visualmente quanto para ocultar suas identidades secretas. Porém, nos cinemas, é comum que em diversos momentos os herois tirem suas máscaras de forma aleatória, e até mesmo em cenas em que isso parece estar fora do caráter do personagem.

Esses exemplos vão desde “Juiz Dredd”, com Sylvester Stallone, passando pelo Homem-Aranha de Tobey Maguire, até o Homem de Ferro de Robert Downey Jr. 

Homem-Aranha parando um trem em movimento, sem máscara / Crédito: Homem-Aranha 2 (2004) – Sony Pictures

O motivo para essa prática levanta muitas suspeitas, sendo que uma das principais é que isso acontece para mostrar os rostos dos atores em momentos decisivos dos filmes, visto que esses astros geralmente têm cachês altos.

Raio de energia que sai da terra para o céu

O raio azul no céu em Os Vingadores (2012)/ Crédito: Disney

Uma constante em quase todo filme de herói é a presença de um raio, geralmente azul, que parte da terra para o céu. 

Em todas as vezes, esse raio indica uma ameaça iminente de proporções colossais ou o ápice da batalha final. Pode-se encontrar esse clichê em diversos filmes do gênero, como Quarteto Fantástico, Hellboy, Capitão América: O Primeiro Vingador, Os Vingadores, Esquadrão Suicida (2016) e Superman: O Filme.

História de origem

Bruce Wayne com os seus pais mortos / Crédito: Batman Begins (2005) – Warner Bros.

As narrativas dos super-heróis geralmente são fundamentadas na passagem do protagonista de uma pessoa comum para alguém dotado de superpoderes ou habilidades especiais. Dos quadrinhos para o cinema, essa transição tornou-se um elemento comum nas narrativas do gênero.

No entanto, o que começou como uma maneira necessária para introduzir essa dinâmica para um novo público e mídia acabou se transformando em um tropo característico das histórias de super-herois. 

Andrew Garfield como Peter Parker / O Espetacular Homem-Aranha (2012) – Sony Picutres

Mesmo com personagens cujas origens são amplamente famosas, como Batman e Homem-Aranha, novas produções continuam a insistir em recontar suas histórias de origem.

Destruição em grande escala grandes cidades e áreas urbanas

Cidade destruída em Os Vingadores – Era de Ultron(2015)/ Crédito: Disney

Parece que é uma convenção dos filmes de super-herois que as situações dramáticas precisam ocorrer em uma escala monumental. 

Isso é especialmente evidente nos filmes da Marvel Cinematic Universe (MCU) e da DC Comics, onde a maioria dos herois e vilões são dotados de poderes sobre-humanos. 

Superhomem e Lois Lane observando a cidade destruída / O Homem de Aço (2013) – Warner Bros.

No entanto, as confrontações épicas geralmente se desenrolam em cenários urbanos ou em metrópoles, onde a devastação é uma consequência inevitável.

Piadas como um artifício

Peter Quill fazendo uma dança no clímax do filme / Crédito: Guardians of the Galaxy (2014) – Disney

O emprego de piadas e humor para aliviar a tensão e criar uma atmosfera mais descontraída é uma das marcas registradas da fórmula da Marvel. 

Esse recurso foi tão bem-sucedido que a maioria dos filmes de super-heróis acabou adotando-o como parte integrante de sua abordagem. 

Shazam (2019) / Crédito: Warner Bros.

Mesmo a DC, que inicialmente optou por uma abordagem mais séria, teve que ceder a isso em alguns de seus filmes, após enfrentar críticas por sua rigidez em lançamentos anteriores.

Vilão como variante oposta do heroi

O vilão Killmonger em Pantera Negra (2018) / Crédito: Disney

Os filmes de super-heróis costumam usar o conceito do vilão como uma variante oposta do herói, e isso pode ser considerado um clichê em certos casos. 

Esse é um padrão comum na narrativa de muitas histórias de super-heróis, onde o vilão é projetado como uma antítese do herói em termos de motivações, valores morais, ideológicos.

Homem Formiga contra seu inimigo Jaqueta Amarela / Antman (2015) – Dsiney

Muitas vezes, para destacar essa oposição, o vilão possui poderes e habilidades semelhantes ou com a mesma origem, mas com usos distintos.

Referência e easter eggs 

Famosa cena em que Capitão América diz que entendeu a referência / Crédito: Os Vingadores (2012) – Disney

Na verdade, os easter eggs e referências não são considerados clichês em si mesmos, mas quando aplicados aos filmes de super-heróis, o contexto muda. Dentro do universo dos filmes de super-heróis, o uso desses elementos tem sua própria dinâmica. 

É praticamente inimaginável conceber um filme de super-herói que não esteja repleto de referências e easter eggs meticulosamente escondidos. Isso se deve ao fato de que os fãs desse gênero não apenas apreciam, mas também anseiam por essas inclusões. 

Howard, o pato, em um cena de Guardiões da Galáxia / Crédito: Guardians of the Galaxy (2014) – Disney

No entanto, essa prática não é isenta de consequências. O que antes garantia resultados agora se tornou uma espécie de vício. Na verdade, tornou-se um clichê, já que as narrativas dos filmes de super-heróis foram essencialmente reconfiguradas para acomodar uma infinidade desses agrados aos fãs.

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