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Ibovespa fecha em queda e dólar sobe, após dados econômicos no Brasil e nos Estados Unidos


A moeda norte-americana subiu 0,22%, cotada a R$ 4,9865. Já o principal índice acionário da B3 encerrou com um recuo de 0,25%, aos 127.690 pontos. Dólar opera em baixa
Karolina Grabowska
O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (14), após ter passado boa parte da sessão oscilando entre altas e baixas. Investidores acompanharam a divulgação de dados econômicos tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
Nos EUA, o destaque ficou com Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em fevereiro, contra expectativas de alta de 0,3% e mostrando uma aceleração em relação ao mês anterior, quando o índice subiu 0,3%.
Já por aqui, as atenções ficaram com os dados do setor de varejo, que registrou o maior aumento no volume de vendas em um ano, bem acima do esperado. (veja mais abaixo)
Em meio ao noticiário, o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em baixa.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Ao final da sessão, o dólar subiu 0,22%, cotado a R$ 4,986. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou altas de:
0,10% na semana;
0,28% no mês;
2,76% no ano.
No dia anterior, a moeda norte-americana teve alta de 0,02%, cotado a R$ 4,9756.

Ibovespa
Já o Ibovespa encerrou com um recuo de 0,25%, aos 127.690 pontos.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,49% na semana;
recuo de 1,03% no mês;
e baixa de 4,84% no ano.
Na véspera, o índice teve alta de 0,26%, aos 128.006 pontos.

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O principal destaque desta quinta-feira (14) ficou com a agenda de indicadores. No exterior, as atenções ficaram voltadas para a inflação ao produtor nos Estados Unidos, que veio acima das expectativas, com uma alta mensal de 0,6%. Já no acumulado em 12 meses, os preços subiram 1,6%, contra projeção de 1,1%.
O resultado pior que o esperado nos preços ao produtor levanta o temor de que a inflação ao consumidor dos EUA também possa acelerar nos próximos meses, o que tardaria uma queda nos juros por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
A expectativa é que a instituição possa iniciar um ciclo de corte nas taxas de juros ainda no primeiro semestre. Atualmente, as taxas estão na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano. O mercado enxerga uma chance de 66% de que o primeiro corte ocorra em junho, segundo a ferramenta CME FedWatch.
Ainda no cenário de juros, na Europa, o membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE) Yannis Stournaras, disse que a instituição pode realizar até dois cortes nas taxas de juros da zona do euro ainda no primeiro semestre.
Ontem, outro membro do BCE Martins Kazaks, já havia dito que o ciclo de cortes nas taxas do bloco devem começar em breve, caso a inflação continue dentro das expectativas da instituição.
Perspectivas de juros mais baixos, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, beneficiam os ativos de risco, como os mercados de ações e as moedas de países emergentes, porque a tendência é de rendimentos mais baixos nos títulos públicos dos países desenvolvidos e considerados mais seguros.
No Brasil, o destaque da agenda econômica ficou com os dados de vendas no varejo. Em janeiro, o comércio varejista cresceu 2,5% em relação a dezembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado em 12 meses, a alta foi de 1,8%.
O resultado veio bem acima das expectativas do mercado, que esperava uma alta bem mais modesta, de 0,2%.
*Com informações da agência de notícias Reuters

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