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Estado Islâmico reivindica autoria de ataque em Moscou

O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou, nesta sexta-feira, 22, o ataque executado em uma casa de espetáculos em um subúrbio de Moscou, no qual pelo menos 40 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas, segundo as autoridades russas. Combatentes do EI “atacaram uma grande concentração […] nos arredores da capital russa, Moscou”, informou o grupo em um comunicado, divulgado pelo Telegram.  Unidades especiais da Guarda Nacional russa (Rosgvardia) estão trabalhando no local do ataque e estão “procurando” pelos autores, acrescentou este órgão no Telegram. O  Ministério das Relações Exteriores atribuiu a “um atentado terrorista sangrento” a tragédia, que ocorreu em um auditório de Krasnogorsk, um subúrbio no noroeste da capital russa.

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Segundo um repórter da agência Ria Novosti, pessoas em uniformes táticos invadiram a casa de shows e abriram fogo antes de lançar “uma granada ou uma bomba incendiária, provocando um incêndio”. Os serviços de resgate, citados pela agência Interfax, relataram um “grupo de duas a cinco pessoas não identificadas, com uniformes de combate e armas automáticas”, que “abriram fogo contra os agentes de segurança na entrada da casa de shows” e antes de “começar a disparar contra o público”. O ataque ocorreu durante um show da banda de rock russa Piknik, cujos membros foram evacuados, disse a agência de notícias TASS.

Há duas semanas, a embaixada dos Estados Unidos na Rússia havia alertado seus cidadãos sobre planos “iminente” de “extremistas” para “atacar grandes concentrações em Moscou, incluindo shows”. A Rússia já foi alvo de inúmeros ataques, cometidos por grupos islamistas, e ataques a tiros sem motivos políticos ou atribuídos a desequilibrados. Em 2002, um grupo de combatentes chechenos fez 912 pessoas reféns no teatro moscovita de Dubrovka para pedir a retirada das tropas russas da Chechênia. Essa tomada de reféns resultou em uma intervenção das forças especiais e na morte de 130 pessoas, quase todas sufocadas pelo gás usado pelos militares.

*Com informações da AFP

 

 

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