Tecnologia

Meta: senadores dos EUA acusam Zuckerberg de demora em investigar segurança infantil

Os senadores dos EUA estão acusando o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, de barrar centenas de perguntas dos parlamentares após testemunho de Zuckerberg em audiência no início deste ano sobre preocupações de que grandes empresas de tecnologia não estivessem protegendo adequadamente as crianças online.

Membros do Comitê Judiciário do Senado criticaram Zuckerberg e os CEOs de TikTok, Snap, Discord e X, mas foi o CEO da Meta quem pareceu receber o peso das críticas, tendo sido, inclusive, sendo pressionado a pedir desculpas às famílias na sala de audiência cujos filhos sofreram danos nas redes sociais.

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Zuckerberg em xeque

  • Agora, os legisladores dizem que Zuckerberg e Meta não estão levando a sério as questões subsequentes, enquanto continuam investigando como plataformas digitais são capazes de exacerbar a disseminação de material sobre abuso infantil online;
  • O The Washington Post divulgou, na segunda-feira (25), centenas de páginas de respostas de empresas a consultas adicionais de legisladores. Mas os legisladores criticaram a resposta de 35 páginas da Meta, que, segundo eles, não foi totalmente direta;
  • Josh Sorbe, porta-voz do Judiciário do Senado, disse que, embora o comitê tenha dado a Zuckerberg “múltiplas prorrogações” para responder após a sessão, o CEO da Meta “respondeu pequena fração das perguntas dos membros” e somente seis semanas após recebê-las.

Sua falta de urgência em responder às perguntas dos membros prova, mais uma vez, que, nem ele, nem sua empresa, estão empenhados em proteger as crianças online. É mais importante do que nunca que o Senado aprove projetos de lei de segurança online para nossos filhos e, finalmente, responsabilize a Big Tech.

Josh Sorbe, porta-voz do Judiciário do Senado

Por sua vez, o porta-voz da Meta, Andy Stone, disse que “estamos trabalhando diligentemente para responder às mais de 500 perguntas para registro que recebemos após a audiência do Comitê Judiciário do Senado”. A Meta disse ainda que, “devido ao grande número de solicitações”, forneceria respostas “de forma contínua”. Stone disse que eles responderiam às perguntas pendentes.

Lentidão nas respostas

O ritmo para responder aos questionamentos também preocupa. Embora Discord, Snap e TikTok tenham recebido mais tempo até o final de fevereiro ou início de março, a Meta teve ainda mais tempo para responder, segundo o WP. O comitê, contudo, se recusou a dizer a porcentagem de perguntas que as outras empresas responderam.

Embora o foco da audiência tenha sido o abuso infantil online, as perguntas subsequentes abrangeram mais coisas, às vezes, desviando para disputas partidárias por desinformação.

Além de pressionar a Meta a responder acerca de seus esforços para acabar com a extorsão sexual de menores e outras questões de segurança infantil, os membros do Senado questionaram a empresa sobre como ela lida com a desinformação sobre a Covid-19, o conteúdo sobre a guerra em Gaza e a controvérsia sobre Hunter Biden, filho do presidente dos EUA, Joe Biden.

Apesar de toda a situação envolvendo a empresa, Mark Zuckerberg foi um dos únicos CEOs a aparecer voluntariamente. O outro CEO que foi por vontade própria foi Shou Zi Chew, do TikTok. Foi a oitava vez que Zuckerberg testemunhou perante o Congresso e a segunda de Chew.

Evan Spiegel, do Snap, Linda Yaccarino, do X, e Jason Citron, do Discord, apareceram apenas após intimações do comitê, que não apenas os acusou de não cooperar com seus esforços de supervisão, mas disse ainda que precisava recrutar o US Marshals Service (Serviço de Delegados dos Estados Unidos) para contatá-los.

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