Economia

Chocolate em barra e bombom estão 3,6% mais caros nesta Páscoa


Projeção da inflação considera a comparação dos valores de março deste ano com o mesmo mês de 2023. Ovos de Páscoa também estão 15% mais caros. Chocolate em barra e bombom estão 3,6% mais caros
O chocolate em barra e bombom estão mais caros nesta Páscoa. Levantamento realizado pela XP com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projeta inflação de 3,63% em março na comparação com o mesmo mês de 2023.
O aumento, no entanto, é proporcionalmente menor do que o visto entre os meses de março de 2023 e 2022 – que foi de 10,7%.
Inflação do chocolate em barra e bombom nos últimos anos.
Reprodução/GloboNews
Segundo o economista da XP Alexandre Maluf, além do aumento da demanda, que pressiona os preços na data comemorativa, outros fatores, como o preço do cacau, influenciam no preço final do produto.
“O aumento de preços em produtos como achocolatados, barras de chocolates e bombons é fortemente influenciado pelo aumento do valor do cacau no mercado internacional, impulsionado pela quebra de safra nos países produtores, principalmente na África. Nos últimos dois anos, no entanto, a alta de preços do chocolate foi ainda maior por conta de um dos ingredientes: o açúcar, que foi impactado pela quebra da safra nos estados unidos com reflexos globais na cadeia de produção”, afirma.
O IPCA não inclui o item específico ovo de Páscoa na cesta de produtos analisados.
Outro levantamento da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) aponta que houve aumento 15% no valor do ovo de Páscoa neste ano em relação a 2023, considerando o preço médio entre várias marcas analisadas.
Almoço de Páscoa com preço mais salgado
Além do chocolate, outros itens comuns do almoço de Páscoa também tiveram variação de preços relevantes nos últimos 12 meses, segundo o estudo da XP.
O azeite, por exemplo, está 40,7% mais caro no período. O consumidor também irá pagar mais caro por produtos como açúcar refinado (13,92%), açúcar cristal (7,51%), sorvete (10,43%) e bebidas alcóolicas, exceto cerveja e vinho (11,27%).
Já o bacalhau manteve o preço praticamente estável (variação de 0,46%) em relação ao ano passado, enquanto os pescados de maneira geral subiram 2,68%.
Na contramão dos itens em alta, o estudo aponta quedas de preço em produtos como óleo de soja (-22,73%), carnes (-7,95%) e margarina (-8,43%).

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