Economia

Governo usará captura de fugitivos de Mossoró para contrapor modelos de segurança pública

Confira o passo a passo dos fugitivos de Mossoró até sua prisão
O governo pretende utilizar a operação da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal de recaptura dos fugitivos da penitenciária de Mossoró para contrapor sua forma de gerir a segurança pública com aquela que é defendida pela extrema direita – e praticada por estados governados por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso de São Paulo.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, fez questão de ressaltar na tarde desta quinta-feira que a recaptura se deu sem disparo de tiros, sem feridos ou mortos. Ele citou várias vezes que foi um trabalho de inteligência, com cruzamento de dados e com integração dos entes federativos.
O presidente Lula, em viagem, fez questão de ligar para Lewandowski e dar parabéns pela operação.
A gestão de Lewandowski estava sob pressão porque os dois homens estavam foragidos há mais de 50 dias.
A cobrança era ainda mais forte porque o governo Lula é atacado pela oposição de não ter um projeto eficiente de combate ao crime organizado.
Segurança Pública aparece nas pesquisas como uma das principais preocupações de eleitores, em especial nas capitais.
Fontes do Ministério da Justiça relataram ao blog que, nos últimos dias, a decisão de desmobilizar parte do efetivo, que chegou a 600 pessoas trabalhando nas buscas, também tinha por função fazer o grupo que ajudava os fugitivos a acreditar que seria mais fácil uma escapada da região de Mossoró, optando por se expor mais.
O governo tenta responder a eleitores que apoiam medidas de segurança pública mais agressivas e ostensivas, como a aplicada no Estado de São Paulo, governado por Tarcisio de Freitas e que tem à frente o secretário de segurança Guilherme Derrite, próximo ao ex-presidente Bolsonaro.

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