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Penitenciária Federal de Mossoró terá novo diretor substituto após recaptura de presos

A Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, terá um novo diretor substituto. Roderick Ordakowski foi nomeado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para assumir o cargo, conforme publicado nesta quinta-feira (11) no Diário Oficial da União. Ele continuará também como diretor titular da penitenciária federal de Porto Velho, em Rondônia. A nomeação de Roderick ocorre após a saída de Carlos Luis Vieira Pires, interventor da unidade prisional potiguar desde fevereiro, quando dois detentos fugiram. Humberto Gleydson Fontinele Alencar, que ocupava o cargo anteriormente, foi afastado e posteriormente demitido um dia após a recaptura dos fugitivos Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, no Pará, pela Polícia Federal.

Roderick Ordakowski é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e tem uma carreira sólida como funcionário público da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), onde foi admitido por concurso público em 2009, como agente penitenciário federal. Segundo o órgão, a mudança na direção do Presídio Federal de Mossoró visa fortalecer a gestão e a segurança da unidade prisional. A expectativa é que a unidade prisional alcance índices melhores de segurança e eficiência na execução de suas atividades.

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Entenda o caso

Polícia Federal anunciou, no dia 4 de abril, a recaptura dos dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Rogério da Silva Mendonça, 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, 33 anos estavam escondidos em Marabá, no Pará, a cerca de 1.600 km da cidade potiguar. Os dois conseguiram escapar do presídio em 14 de fevereiro e ficaram 50 dias foragidos. Originários do Acre, eles estavam na penitenciária potiguar desde setembro de 2023 e fazem parte do Comando Vermelho, uma facção criminosa do Rio de Janeiro. Os detentos conseguiram fugir ao abrir um buraco atrás de uma luminária na prisão e cortar duas cercas de arame utilizando ferramentas de uma obra em andamento no local. Esta foi a primeira fuga registrada na história do sistema penitenciário federal, o que deixou Ricardo Lewandowski exposto. Ele havia assumido o Ministério da Justiça apenas 13 dias antes da fuga.

Durante a fuga, a dupla manteve uma família como refém, foi avistada por moradores de várias comunidades, se esconderam em uma propriedade rural e agrediram um indivíduo na zona rural de Baraúna. As investigações sugerem que eles possam ter recebido ajuda de membros do Comando Vermelho durante o tempo foragido. O Ministério da Justiça afirmou que houve falhas nos procedimentos, mas descartou corrupção de agentes. Um relatório da corregedoria-geral da Senappen apontou que as falhas ocorreram nos procedimentos de segurança carcerária. As celas dos fugitivos ficaram sem revista por pelo menos 30 dias, levando à abertura de apurações contra dez servidores. Mais de 600 policiais, incluindo cem da Força Nacional, foram mobilizados na operação que contou com o uso de helicópteros e drones. Apesar dos esforços intensivos, os fugitivos conseguiram cruzar a fronteira do Rio Grande Norte. A operação custou ao governo brasileiro R$ 6 milhões, uma média de R$ 121 mil por dia, informou o Ministério da Justiça.

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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