Economia

Pulitzer 2024: veja os vencedores do prêmio mais prestigiado do jornalismo nos Estados Unidos


Ganhadores foram anunciados nesta segunda-feira (6). Em mais um ano, a cobertura de guerras foi destaque da premiação. Equipe de fotografia da Reuters levou o prêmio na categoria ‘Fotografia de última hora (breaking news)’. Na imagem, mulher reage a cenário de destruição na casa de um vizinho, em Israel. (7/10/2023)
Reuters
Os vencedores do Prêmio Pulitzer 2024 foram anunciados na tarde desta segunda-feira (6), nos Estados Unidos. Em mais um ano, a cobertura de guerras foi destaque da premiação.
O conselho do Pulitzer citou a guerra na Ucrânia — que foi ponto central da premiação de 2023 — e, dessa vez, homenageou os jornalistas que participam da cobertura da crise humanitária na Faixa de Gaza, em meio aos conflitos entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
“O conselho reconhece o trabalho corajoso de jornalistas e trabalhadores da mídia que cobrem a guerra em Gaza sob condições horríveis. Um número extraordinário de jornalistas morreu no esforço para contar as histórias de palestinos e trabalhadores humanitários em Gaza”, disse a porta-voz Marjorie Miller.
Distribuído pela Universidade de Colúmbia, o Pulitzer é considerado a premiação de maior prestígio no jornalismo do país. Confira abaixo os ganhadores de cada categoria:
Reportagem de última hora (breaking news)
Equipe do Lookout Santa Cruz
Por sua cobertura de enchentes e deslizamentos de terra na Califórnia, em um fim de semana de feriado. A situação deixou milhares de pessoas desalojadas.
Reportagem Investigativa
Hannah Dreier, do The New York Times
Por uma série de histórias que revelaram o alcance do trabalho infantil de imigrantes nos Estados Unidos e as falhas corporativas e governamentais que perpetuam esse cenário.
Reportagem explicativa
Sarah Stillman, do The New Yorker
Por reportagem que questiona a confiança da Justiça norte-americana.
Reportagens locais
Sarah Conway, do City Bureau, e Trina Reynolds-Tyler, do Invisible Institute
Por uma série investigativa sobre meninas negras desaparecidas e mulheres negras em Chicago. O trabalho revelou como o racismo sistêmico e a negligência do departamento de polícia contribuíram para a crise.
Reportagem Nacional
Equipe da Reuters
Equipe do The Washington Post
Reuters – Por uma série de histórias de responsabilização focadas nos negócios automobilístico e aeroespacial de Elon Musk. As publicações provocaram investigações oficiais sobre as práticas da empresa de Musk na Europa e nos Estados Unidos.
The Washington Post – Por sua análise sobre o rifle semiautomático AR-15. O material mostrou aos leitores os horrores causados ​​pela arma usada com frequência em tiroteios em massa na América.
Reportagem Internacional
Equipe do The New York Times
Por sua cobertura sobre o ataque do Hamas no sul de Israel em 7 de outubro, as falhas da inteligência de Israel e a resposta abrangente e mortal dos militares em Gaza.
Reportagem Especial
Katie Engelhart, escritora colaboradora do The New York Times
Por seu retrato das lutas legais e emocionais de uma família durante a demência progressiva de uma matriarca.
Comentário
Vladimir Kara-Murza, colaborador do The Washington Post
Por colunas escritas em sua cela de prisão (e com grande risco pessoal). Os conteúdos alertam sobre as consequências da dissidência na Rússia de Vladimir Putin.
Crítica
Justin Chang, do Los Angeles Times
Por sua crítica sobre o filme “All of Us Strangers”, com reflexões sobre a experiência cinematográfica contemporânea.
Redação Editorial
David E. Hoffman, do The Washington Post
Por uma série sobre as novas tecnologias e as táticas que os regimes autoritários utilizam para reprimir a dissidência na era digital.
Reportagens e comentários ilustrados
Medar de la Cruz, colaborador do The New Yorker
Por sua história ambientada dentro da prisão de Rikers Island, usando imagens em preto e branco que humanizam os prisioneiros e funcionários.
Fotografia de última hora (breaking news)
Equipe de fotografia da Reuters
Pelas fotos que documentam o ataque do grupo terrorista Hamas em Israel, em 7 de outubro. E pelas primeiras semanas do ataque de Israel na Faixa de Gaza.
Fotografia de destaque
Equipe de fotografia da Associated Press
Por fotos que narram uma migração em massa sem precedentes da Colômbia até a fronteira dos Estados Unidos.
Reportagem de áudio
Equipe do Invisible Institute e USG Audio
Por uma série que revisita um crime de ódio em Chicago da década de 1990.
Serviço público
ProPublica – Joshua Kaplan, Justin Elliott, Brett Murphy, Alex Mierjeski e Kirsten Berg
Por reportagens que revelaram como um pequeno grupo de bilionários politicamente influentes cortejou juízes com presentes de luxo e viagens. Os conteúdos pressionaram a Suprema Corte a adotar o seu primeiro código de conduta.
Livros, Drama e Música
Também foram anunciados os vencedores do Pulitzer 2024 nas seguintes categorias:
Drama: Primary Trust, de Eboni Booth
História: No Right to an Honest Living: The Struggles of Boston’s Black Workers in the Civil War Era, de Jacqueline Jones (Basic Books)
Biografia: Master Slave Husband Wife: An Epic Journey from Slavery to Freedom, de Ilyon Woo (Simon & Schuster)
Memória ou autobiografia: Liliana’s Invincible Summer: A Sister’s Search for Justice, de Cristina Rivera Garza (Hogarth)
Poesia: Tripas: Poems by Brandon Som (Georgia Review Books)
Não-ficção geral: A Day in the Life of Abed Salama: Anatomy of a Jerusalem Tragedy, de Nathan Thrall (Metropolitan Books)
Música: Adagio (for Wadada Leo Smith), de Tyshawn Sorey
Ficção: Night Watch, de Jayne Anne Phillips (Knopf)
Quais conteúdos podem ser inscritos no Pulitzer?
Para inscrição de trabalho jornalístico, a exigência é que o conteúdo tenha sido veiculado em um jornal, revista ou site de notícias dos EUA que tenha publicação regular.
Já para prêmios de livros, drama e música, apenas cidadãos norte-americanos podem se candidatar. A exceção é a categoria “história”, na qual o autor pode ser de qualquer nacionalidade, desde que o livro trate especificamente da história dos Estados Unidos.
Mais sobre os Prêmios Pulitzer
Os prêmios anuais, distribuídos desde 1917, foram estabelecidos no testamento do influente editor de jornais Joseph Pulitzer, que morreu em 1911.
Após sua morte, ele deixou recursos para fundar uma escola de jornalismo na Universidade de Columbia e estabelecer a premiação.
São 15 categorias em reportagem, escrita e fotografia, além de sete prêmios em literatura, teatro e música.
Um conselho composto principalmente por editores sêniores de publicações da imprensa norte-americana e acadêmicos decide o processo que determina os vencedores.

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