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AGU monta sala de guerra de combate às fake news sobre tragédia no RS

De acordo com o advogado-geral da União, Jorge Messias, plataformas de redes sociais concordaram em cooperar. Também preocupa o governo golpes com falsas chaves de Pix para doação. Fake news: notícias falsas sobre enchentes são rapidamente espalhadas
O governo federal montou, com coordenação da Advocacia-Geral da União (AGU), uma sala de guerra contra as fake news que vêm sendo divulgadas sobre a crise com as enchentes no Rio Grande do Sul.
A sala é composta por uma equipe formada por representantes da AGU, Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Polícia Federal.
Nesta sexta-feira (10), o advogado-geral da União, Jorge Messias, se reuniu com as plataformas digitais para discutir estratégias de combate à desinformação. Participaram da reunião representantes das empresas Google, LinkedIn, YouTube, TikTok, Meta, Kwai, Kuaishou Technology e Spotify. A representante do X entrou de maneira remota, mas não se manifestou.
Segundo Messias, todas as empresas que se manifestaram se mostraram interessadas em cooperar.
O número de notícias falsas e desinformação sobre a tragédia no Rio Grande do Sul vem crescendo e têm atrapalhado o trabalho de ajuda às vítimas.
“As fake news têm atrapalhado, primeiramente, a ação do poder público, porque a população tem recebido informações inautênticas e inverídicas em relação a ações que estão em andamento agora mesmo no Rio Grande do Sul.” diz o advogado-geral.
Golpe do Pix
Além das fake news, outra situação que está se tornando recorrente e também será pauta nesta sala de situação são os golpes do Pix.
Por exemplo, banners e publicidade de campanha de solidariedade com pix falso, até mesmo uma arte semelhante à do governo contendo um QR Code para doação para se apropriar do recurso e não destinar a verba ao Rio Grande do Sul.
O governador do RS, Eduardo Leite (PSDB), se manifestou em uma declaração à imprensa nesta terça-feira (7) ao atualizar a situação do estado. Ao realizar a doação, a chave do destinatário que aparece é “SOS Rio Grande do Sul” e o banco Banrisul.
“Manteremos a ordem no estado e vamos prender e dar consequência para todos aqueles que usam o momento dramático como esse para golpes ou praticar crimes no momento de fragilidade, de vulnerabilidade”, afirmou.

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