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Regulamentar redes sociais ajudaria combate à desinformação, diz Barroso

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, defendeu a regulamentação das redes sociais em prol do combate à desinformação. A fala ocorreu no contexto da reunião do J20, evento com representantes de tribunais dos países do G20, encerrado na terça-feira (14).

Presidente do STF fala sobre redes sociais e inteligência artificial

  • O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, defendeu a regulamentação das redes sociais para combater a desinformação. A fala ocorreu no contexto do J20, evento com representantes de tribunais dos países do G20;
  • Barroso enfatizou a necessidade de as empresas de tecnologia serem mais “cooperativas” e demonstrarem comprometimento no combate a fake news e deepfakes, citando exemplos de desinformação sobre a tragédia no Rio Grande do Sul e o envolvimento de movimentos de extrema direita;
  • O J20, realizado no Rio de Janeiro, focou em temas como cidadania, desenvolvimento sustentável e inteligência artificial. Barroso destacou tanto os benefícios quanto os riscos da IA, incluindo a teoria da singularidade, que sugere que máquinas poderiam desenvolver consciência e dominar o mundo.
  • Barroso também mencionou que a inteligência artificial tem sido utilizada no Judiciário para agrupar e filtrar casos, com a expectativa de que em breve softwares poderão resumir processos e redigir sentenças.

O J20 é um evento organizado pelo STF, realizado no Rio de Janeiro (RJ). Seu objetivo é criar um fórum global para órgãos de jurisdição constitucional.

As sessões da terceira edição do evento focaram em temas como cidadania, desenvolvimento sustentável e inteligência artificial.

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Para Barroso, empresas de redes sociais precisam ser mais ‘cooperativas’

(Imagem: Salty View/Shutterstock)

Barroso afirmou que as empresas precisam ser mais “cooperativas” e demonstrar comprometimento com o combate a fake news e deepfakes. O presidente do STF também citou as fake news que circulam sobre a tragédia no Rio Grande do Sul.

“Infelizmente o ódio, a mentira e a desinformação trazem mais engajamento e algumas estão articuladas com movimentos de extrema direita”, disse Barroso.

Barroso cita risco da IA dominar o mundo e uso da tecnologia no meio jurídico

Ilustração de inteligência artificial filtrando informações
(Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital)

Na discussão sobre inteligência artificial, Barroso destacou os aspectos positivos e negativos dessa tecnologia. O presidente do STF expressou preocupações com o risco de singularidade, teoria que sugere que máquinas poderiam desenvolver consciência e dominar o mundo.

Barroso disse que, embora a probabilidade de tal evento seja baixa, é um risco que não pode ser ignorado completamente.

O presidente do STF também mencionou que a inteligência artificial já tem aplicações práticas no Judiciário, como agrupar e filtrar casos.

Existe a expectativa de que, em breve, softwares poderão até mesmo resumir processos e redigir sentenças, o que destaca o potencial e os desafios dessa tecnologia no âmbito legal.

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