Guarujá

Unifesp vai monitorar qualidade da areia da praia no trecho liberado para cães em Santos, SP


Convênio foi firmado entre a Prefeitura de Santos e a Unifesp. Medida vale para vários trechos da praia, com foco na área onde os cachorros podem circular, no bairro José Menino. Cães podem circular por faixa de areia no José Menino em Santos, SP
Divulgação/Prefeitura de Santos
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A Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) irá firmar um convênio para monitorar a qualidade sanitária da areia no trecho de praia liberado para a passagem de cães. Segundo apurado pelo g1, o município destinará R$ 151,8 mil em três parcelas para a iniciativa, que ainda será assinada oficialmente.
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A lei que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2022 permitiu que cães frequentem uma faixa de areia na praia do José Menino, em Santos. Após uma série de diálogos com a Unifesp, a prefeitura sancionou a Lei nº 4.484, disponível no Diário Oficial do município de quarta-feira (15), para realizar um monitoramento na área.
O professor Vinícius Ribau Mendes, do Instituto do Mar da Unifesp, disse ao g1 que há vários benefícios por trás da iniciativa. Segundo ele, que é um dos autores, o estudo permitirá verificar se a presença dos cães na praia pode trazer riscos à saúde dos banhistas e dos próprios pets.
O especialista mencionou que, geralmente, há mais bactérias na areia que na água do mar. Como também existe uma pressão social para que os cães sejam liberados em outros trechos da praia, o convênio pode ajudar a identificar se o pedido é viável.
“Na camada superficial, quase não tem bactéria. Mas, se você desce alguns centímetros, a concentração aumenta muito. Então, a gente entende que dar essa noção de como está a qualidade da areia pode ser um instrumento para a gestão pública da praia”, disse.
Praia de Santos (SP)
Alexsander Ferraz/Jornal A Tribuna
Análise genética pioneira
Enquanto durar o convênio, as equipes devem monitorar as bactérias, incluindo coliformes fecais, e também fungos presentes na areia.
“A gente vai fazer uma análise genética das bactérias para conseguir determinar de onde elas estão vindo. Se, por exemplo, vieram de seres humanos, de cachorros ou de animais silvestres”, explicou.
Segundo Vinícius, essa análise genética é algo pioneiro no país. O foco será na faixa de areia liberada para os cães, mas outros trechos também estarão contemplados.
“A prefeitura já tem um laboratório que monitora a qualidade da água, que fica ali no Orquidário. Nossa ideia é ensinar os técnicos a fazer, passar toda a metodologia para que eles possam fazer o monitoramento básico da areia depois que o projeto acabar”.
Convênio
Entre as atribuições da Prefeitura de Santos está designar responsáveis do quadro técnico para coordenar e acompanhar a execução do projeto. Além disso, fazer testes de aplicação, monitorar, supervisionar e fiscalizar a execução do convênio.
A Unifesp, por sua vez, vai operacionalizar o pagamento das bolsas de incentivo à pesquisa para os integrantes. A universidade ficará responsável pelo pagamento de encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais relacionados.
Conforme a lei publicada no Diário Oficial, o convênio terá vigência de 18 meses a partir da data da assinatura. As partes poderão renová-lo pelo mesmo período.
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