Guarujá

Empresário e pré-candidato a vereador executado já foi preso e denunciado pelo MP; entenda


Edgar do Fort, de 43 anos, foi baleado dentro de escritório de empreendimento que mantinha em Guarujá, SP. Ele chegou a ser socorrido, passar por cirurgia, mas morreu no hospital. Vídeo mostra empresário sendo executado a tiros durante reunião política no litoral de SP
O empresário e pré-candidato a vereador de Guarujá (SP), Edgar do Fort, de 43 anos, que foi executado com pelo menos 10 tiros durante uma reunião política, tinha uma extensa ficha criminal. Conforme apurado pelo g1, ele já foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo e condenado por roubar um carro.
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp.
O crime ocorreu no sábado (25), na Rua 1º de junho, no bairro Paecará, no distrito de Vicente de Carvalho, onde Edgar mantinha um empreendimento destinado a festas, o ‘Fort Eventos’. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Guarujá, mas não resistiu aos ferimentos. Ninguém foi preso.
A equipe de reportagem teve acesso à ficha de antecedentes criminais de Edgar que tem ao menos cinco registros, entre eles o roubo de um carro em 15 de abril de 2006, no bairro Tombo, em Guarujá. Ele foi condenado a um ano e quatro meses de prisão.
Na ocasião, Edgar afirmou à Polícia Civil que viu o veículo ser abandonado por dois homens e resolveu levá-lo para tirar as rodas. Ao virar a esquina, foi abordado por uma equipe da Polícia Militar (PM). Já para o juiz, ele disse que passou próximo ao carro com as portas abertas e os PMs o confundiram.
Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que o empresário deu entrada no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente (SP) em 7 de novembro de 2007. Meses depois, em 20 de novembro de 2008, ele teve a liberdade provisória concedida pela Justiça.
Pré-candidato a vereador de Guarujá (SP), Edgar do Fort é morto a tiros na cidade. Ele foi preso em 2017 por roubar um carro
Reprodução
Denunciado pelo Gaeco
Edgar fez parte de duas associações que, de 2012 a 2017, usaram paralisações, bloqueios, ameaças e até violência física para eliminar a concorrência e concentrar nelas atividades de transporte de contêineres vazios.
Os denunciados — entre eles Edgar — monitoravam os embarques e desembarques realizados nos terminais portuários para que todas as atividades fossem realizadas por caminhoneiros, que eram obrigados a comprar ou alugar vagas nas associações. Caso outros veículos fossem vistos, os homens intimidavam e violentavam os motoristas.
Os responsáveis pelas entidades, assim como Edgar, foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP). O processo ainda segue no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).
Edgar do Fort morreu após ser baleado por suspeitos durante reunião política em Guarujá (SP)
Reprodução
Relato da namorada
De acordo com o boletim de ocorrência, obtido pela equipe de reportagem, uma testemunha que se apresentou como namorada e secretária de Edgar informou que a vítima estava em um escritório, no andar térreo do espaço de eventos que mantinha, onde estava acontecendo a reunião.
A mulher contou à polícia ter sido chamada pela filha do empresário para fora do prédio. Ela saiu da sala, enquanto Edgar continuou conversando com um homem.
Pouco tempo depois, segundo a namorada, um carro carro cinza estacionou em frente ao empreendimento e um homem desceu do veículo com uma arma longa. De acordo com o relato, ele entrou no escritório e disparou várias vezes contra Edgar.
Outro possível ferido
Ainda de acordo com o BO, a namorada e a filha da vítima entraram no escritório para socorrer Edgar, que foi levado ao Hospital Guarujá por pessoas que estavam presentes na reunião.
Um médico que atendeu a vítima contou à polícia que ela foi alvejada por ao menos 10 disparos na região das pernas. Apesar das tentativas da equipe, a morte foi confirmada na unidade de saúde.
Elas disseram ter visto o homem com quem a vítima conversava com o braço sangrando, como se tivesse sido atingido. O g1 questionou a polícia sobre o suposto ferido, mas não teve resposta.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia (DP) Sede de Guarujá e será encaminhado ao 2º Distrito Policial (DP) da cidade, que é responsável pela área onde aconteceu o crime.
Empresário e pré-candidato a vereador por Guarujá, SP, foi executado durante reunião política
Reprodução
Pré-candidato
Edgar do Fort se apresentava nas redes sociais como pré-candidato a vereador da cidade pelo Avante.
Pouco antes de ser executado, Edgar publicou ter ajudado moradores do Jardim Cunhambebe com a limpeza de uma vala. “Mais um trabalho concluído”, escreveu ele.
VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Facebook Comments Box

Artigos Relacionados

Botão Voltar ao Topo
Translate »